NÚCLEO DE ÓPERA DA ACC


Veja abaixo uma das grandes novidades da ACC em 2018!!!

 Inscrições abertas na secretaria (tel. 2524-0805), ou pelo e-mail secretaria@acc.art.br


Apresentação

Com o intuito de colaborar e inovar a tradição do teatro de ópera no Rio de Janeiro, a Associação de Canto Coral apresenta o Núcleo de Ópera da ACC, formado por cantores selecionados em audição e orientados através de ensaios semanais por profissionais da área, tanto da equipe de professores da ACC como convidados.



O baixo Pedro Olivero, Diretor do Núcleo de Ópera


INSCRIÇÕES ABERTAS

 
Os interessados no Núcleo de Ópera devem fazer suas inscrições na própria secretaria da ACC ou através do e-mail secretaria@acc.art.br. Será necessário enviar um breve curriculum, e marcar uma audição.

VALORES

Os participantes colaborarão com a quantia mensal de R$ 160,00 (Cento e aessenta reais) para cobrir os custos com pianista, manutenção da sede da ACC, entre outras despesas. 

HORÁRIO

Os ensaios serão realizados às segundas-feiras, das 20hs às 21h50min no Auditório da ACC. Havendo necessidade, pode ser aberto novo horário em outro dia da semana.

EQUIPE

Felipe Naim, Pianista Acompanhadora
Jésus Figueiredo, Direção Musical
Pedro Olivero, Direção Geral




Objetivo

            A iniciativa consiste em estimular os cantores em formação e profissionais a participarem de produções de cenas de óperas (árias, duetos, tercetos, quartetos, concertatos, etc...); um ato de ópera ou mesmo uma ópera completa de um ou mais atos.

Justificativa

O Rio de Janeiro possui uma longa história de relação direta com a ópera. Desde a vinda dos portugueses para o Brasil, existem registros de encenações na cidade carioca, porém quando a família real estabeleceu residência no país, a produção de ópera aumentou de maneira notável. Muitos teatros foram construídos especialmente para o gênero nesta época,  e mais de cem óperas eram levadas em apenas um ano.

            Após um período colonial fecundo no gênero, as portas se mantiveram abertas para um século XIX rico em produções. Destaca-se a obra de Carlos Gomes nesta época e a ideia de construção de um movimento operístico originalmente brasileiro.

E mesmo com a chegada do século XX a produção de ópera continua em alta. Da década de 1930 até os anos 1990/2000, havia uma intensa atividade operística na cidade, realizada por várias sociedades líricas, entre elas a ABAL (Associação Brasileira do Artistas Líricos), TOG/(TORJ - Teatro de Ópera do Rio de Janeiro); SALB (Sociedade Brasileira dos Artistas Líricos); CAL (Caravana dos Artistas Líricos); Amaury Renê Produções, Ópera Brasil, SOMUSICA, entre outras. As encenações eram feitas no TMRJ, Automóvel Clube do Brasil, Teatro Dulcina, Teatro Glauce Rocha, Teatro Villa-Lobos, Theatro João Caetano, Teatro Arthur Azevedo, entre outros. Agosto era denominado o Mês da Ópera e as sociedades produziam suas óperas para serem encenadas, geralmente, num teatro da Funarte, pois havia apoio do Governo Federal. Além disso, todas as segundas-feiras, a SALB encenava uma ópera completa, no Teatro Glauce Rocha.

Hoje, a maior parte das produções líricas do Rio de Janeiro é produzida pelo Theatro Municipal, ou por escassos projetos culturais relacionados ao gênero, onde vale ressaltar as atividades operísticas das universidades federais.

Agora, a ACC pretende também colaborar e incentivar a manutenção da tradição do teatro de ópera no Rio de Janeiro, em princípio, fazendo concertos mensais de trechos de óperas variadas e no final de cada semestre enfocando em ao menos um título a ser apresentado em partes ou mesmo completo.

A ópera, por ser um gênero ligado ao Teatro, precisa de renovação constante e de um público que esteja pronto para lidar com o imaginário. Por isso, acreditamos que iniciativas que estimulem produções do gênero devem ser fomentadas, de modo que o cotidiano das pessoas, possa voltar a cambiar com a ópera.

METODOLOGIA

            O núcleo de ópera será aberto para alunos de canto, cantores amadores, em formação e profissionais. Pretende-se trabalhar musicalmente e estilisticamente o repertório operístico através de um ciclo minucioso de ensaios, sobre a observação e a orientação dos profissionais envolvidos, cuidando de todos aspectos importantes para melhorar a performance do cantor lírico.
 A prática do canto buscando a vivência do palco é o foco da proposta, porém, masterclasses de canto lírico e palestras sobre a história e títulos de óperas devem permear a cada semestre. Além disso, vencida a etapa em busca da segurança e da qualidade musical, um diretor pode ser convidado para dirigir cenicamente e dar início a preparação final de um espetáculo.
Jésus Figueiredo, Direção Musical da ACC